<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-822669066712172820</id><updated>2012-01-06T16:41:08.898-02:00</updated><category term='vida'/><category term='atos'/><category term='objetivos'/><category term='amor'/><category term='silêncio'/><category term='caminhos'/><category term='dor'/><category term='ódio'/><category term='palavras'/><category term='estratégia'/><title type='text'>Le bruit du silence</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://bruitdusilence.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' 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mesa a foto que eu gostava&lt;br /&gt;Pr'eu pensar que o teu sorriso envelheceu comigo&lt;br /&gt;Deixa eu ter a tua mão mais uma vez na minha&lt;br /&gt;Pra que eu fotografe assim meu verdadeiro abrigo&lt;br /&gt;Deixa a luz do quarto acesa a porta entreaberta&lt;br /&gt;O lençol amarrotado mesmo que vazio&lt;br /&gt;Deixa a toalha na mesa e a comida pronta&lt;br /&gt;Só na minha voz não mexa eu mesmo silencio&lt;br /&gt;Deixa o coração falar o que eu calei um dia&lt;br /&gt;Deixa a casa sem barulho achando que ainda é cedo&lt;br /&gt;Deixa o nosso amor morrer sem graça e sem poesia&lt;br /&gt;Deixa tudo como está e se puder, sem medo&lt;br /&gt;Deixa tudo que lembrar eu finjo que esqueço&lt;br /&gt;Deixa e quando não voltar eu finjo que não importa&lt;br /&gt;Deixa eu ver se me recordo uma frase de efeito&lt;br /&gt;Pra dizer te vendo ir fechando atrás da porta&lt;br /&gt;Deixa o que não for urgente que eu ainda preciso&lt;br /&gt;Deixa o meu olhar doente pousado na mesa&lt;br /&gt;Deixa ali teu endereço qualquer coisa aviso&lt;br /&gt;Deixa o que fingiu levar mas deixou de surpresa&lt;br /&gt;Deixa eu chorar como nunca fui capaz contigo&lt;br /&gt;Deixa eu enfrentar a insônia como gente grande&lt;br /&gt;Deixa ao menos uma vez eu fingir que consigo&lt;br /&gt;Se o adeus demora a dor no coração se expande&lt;br /&gt;Deixa o disco na vitrola pr'eu pensar que é festa&lt;br /&gt;Deixa a gaveta trancada pr'eu não ver tua ausência&lt;br /&gt;Deixa a minha insanidade é tudo que me resta&lt;br /&gt;Deixa eu por à prova toda minha resistência&lt;br /&gt;Deixa eu confessar meu medo do claro e do escuro&lt;br /&gt;Deixa eu contar que era farsa minha voz tranqüila&lt;br /&gt;Deixa pendurada a calça de brim desbotado&lt;br /&gt;Que como esse nosso amor ao menor vento oscila&lt;br /&gt;Deixa eu sonhar que você não tem nenhuma pressa&lt;br /&gt;Deixa um último recado na casa vizinha&lt;br /&gt;Deixa de sofisma e vamos ao que interessa&lt;br /&gt;Deixa a dor que eu lhe causei agora é toda minha&lt;br /&gt;Deixa tudo que eu não disse mas você sabia&lt;br /&gt;Deixa o que você calou e eu tanto precisava&lt;br /&gt;Deixa o que era inexistente e eu pensei que havia&lt;br /&gt;Deixa tudo o que eu pedia mas pensei que dava&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/822669066712172820-7698154032143662290?l=bruitdusilence.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruitdusilence.blogspot.com/feeds/7698154032143662290/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bruitdusilence.blogspot.com/2012/01/se-puder-sem-medo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/822669066712172820/posts/default/7698154032143662290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/822669066712172820/posts/default/7698154032143662290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruitdusilence.blogspot.com/2012/01/se-puder-sem-medo.html' title='Se puder sem medo'/><author><name>NeoAphrodite</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Fdyob4AkCHw/SnDBRMn1B2I/AAAAAAAAAAM/xD6HiP0KsGg/S220/06-abr+-+P%C3%B4r-do-sol+(8).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-822669066712172820.post-5456699377780019384</id><published>2011-04-06T10:42:00.003-03:00</published><updated>2011-04-06T11:03:30.688-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ódio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caminhos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dor'/><title type='text'>Caminhos possíveis...</title><content type='html'>Eu não vou odiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não vou odiar, apesar de ser esse o caminho mais fácil para a superação da dor.&lt;br /&gt;Eu não vou odiar, muito embora seja esse o jeito mais simples de explicar para si mesmo o fim de uma relação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu entendo que é mais fácil mentir para si mesmo, transferir toda a culpa para o outro, odiá-lo e culpá-lo por todos os sofrimentos.&lt;br /&gt;Eu entendo que é mais cômodo escolher um acontecimento e juntar todas as tuas forças e dizer "foi isso que fez acabar", mesmo que no fundo tu saibas que estás só te agarrando a algo para poder aliviar a dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu entendo que é, sim, mais fácil achar algo em que se possa pôr a culpa, e até mesmo que é mais fácil achar no outro o motivo por uma relação inteira não ter dado certo, pois isso te permite fugir, fazendo com que tu te sintas momentaneamente mais livre e leve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu realmente entendo que esse é o caminho mais fácil. E é compreensível que se busque o caminho mais fácil num momento como esse.&lt;br /&gt;Com o ódio e a raiva alimentados, fica mais leve a dor da perda, e disfarça, mesmo que superficialmente, todo e qualquer sentimento bom e bonito que possa existir.&lt;br /&gt;Também entendo que agredir o outro e focar nele toda a raiva e frustração também te ajude a se recompor. É mais fácil se sentir forte quando temos o poder de agredir e diminuir o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu entendo realmente o quanto é preciso se agarrar a esse ódio com força, para tapar o que se sente, para esconder de si mesmo o que é difícil esconder, aquilo que ainda é bonito dentro de ti.&lt;br /&gt;Mas acredito que, fechando os olhos e se agarrando ao ódio, dê para passar por tudo, e que talvez esse seja mesmo o caminho mais fácil. Sair do outro lado, fingindo para si mesmo que aquilo era o certo a fazer, e que realmente a culpa foi de alguma coisa que o outro fez, isso te isenta de toda a responsabilidade. Feito isso, acredito que seja mais fácil conviver consigo mesmo, numa ilusão de que tudo foi uma grande injustiça e assim se desligar de tudo de bom que te liga ao outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu entendo. Realmente entendo. E concordo que seja o caminho mais fácil e mais leve.&lt;br /&gt;Mas eu não vou odiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou odiar porque, mesmo sendo mais fácil e permitindo que eu supere a dor mais rapidamente, não seria real, não seria verdadeiro, não seria justo.&lt;br /&gt;Não vou odiar, porque não é da minha natureza o ódio. E não posso ir contra mim mesma, só para evitar a dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou odiar, porque não conseguiria ser desleal comigo mesma e macular um sentimento tão bonito com agressões.&lt;br /&gt;Não vou odiar porque simplesmente eu amo. E não consigo inverter esse sentimento só para facilitar minha saída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu faço então? Qual é o caminho que me resta? Resta o caminho da dor. E isso eu sinto. Diferente do ódio, dor eu sinto. E com toda a intensidade.&lt;br /&gt;Dor pela perda, dor pelos erros e acertos, dor por ver todo um sentimento lindo sendo posto fora, dor por todas as lembranças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dor pela incompreensão, dor pela ausência, dor pelos sonhos desmanchados, dor pelas perdas compartilhadas, dor pelo vazio. E uma dor ainda mais triste: aquela causada por quem escolheu o caminho do ódio, e que, para seguir esse caminho precisa pisar no outro para sair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E devo dizer que essa é uma dor difícil, talvez a mais difícil de suportar: a dor das palavras de ódio descarregadas em cima de ti, e vindas justamente de quem se ama. Essa não é uma dor fácil. Para suportar essa dor é preciso muita força. É preciso ser muito forte. E é preciso ter um amor ainda maior do que se tinha antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso ter um amor tão grande que te impeça de responder, um amor tão grande que faça com que tu entendas até mesmo que o outro precisa daquilo para superar, e que, mesmo que ele te machuque, tu continues tendo clareza, mesmo em meio a dor, que tu não tens o direito de machucá-lo nao importa o quanto ele te cause dor. É o amor "que tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta"... E aí tu choras, choras muito, porque sentes a dor, mas não te permites responder... Nem uma palavra sequer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é o caminho mais fácil, com certeza. Ser pisada por quem tu amas e confias não é algo simples. Mas ainda assim, mesmo sabendo disso, essa é minha escolha. Esse é o único caminho que posso seguir. E digo isso, porque é o único caminho compatível com meu sentimento e com minha natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não odeio, eu amo. E jamais conseguiria escolher uma saída que pudesse machucar quem eu amo. Prefiro antes sofrer toda a dor, a machucar quem eu amo para conseguir sair e seguir meu caminho. Então, eu não vou odiar. Não vou odiar nem tratar com ódio, mesmo sabendo que vou sofrer muito e que talvez essa dor me acompanhe por muito mais tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou odiar porque eu amo. E sou leal com quem amo, mesmo quando não tenho o devido retorno.&lt;br /&gt;Não vou odiar porque sim, eu sou responsável por quem eu cativo... e essa responsabilidade não some por causa de conflitos ou momentos de dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então eu vou seguir, com essa dor imensa dentro do peito, mas inteira, amando, e mesmo que de longe, cuidando para que tudo dê certo com a pessoa que eu amo...&lt;br /&gt;Eu vou seguir sim, mas sem ódio, sem agressões. somente com amor. até o fim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/822669066712172820-5456699377780019384?l=bruitdusilence.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruitdusilence.blogspot.com/feeds/5456699377780019384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bruitdusilence.blogspot.com/2011/04/caminhos-possiveis.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/822669066712172820/posts/default/5456699377780019384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/822669066712172820/posts/default/5456699377780019384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruitdusilence.blogspot.com/2011/04/caminhos-possiveis.html' title='Caminhos possíveis...'/><author><name>NeoAphrodite</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Fdyob4AkCHw/SnDBRMn1B2I/AAAAAAAAAAM/xD6HiP0KsGg/S220/06-abr+-+P%C3%B4r-do-sol+(8).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-822669066712172820.post-7891519716464539200</id><published>2011-02-24T12:53:00.001-03:00</published><updated>2011-02-24T12:54:25.713-03:00</updated><title type='text'>Simples assim...</title><content type='html'>&lt;div&gt;Simples assim: A vida segue. Sempre segue. Rápida, altiva e forte. Nunca pára. Nunca olha para trás. Ela vai sempre adiante, nos arrastando com ela... Nos empurrando e nos obrigando a seguir em frente... Não querendo saber se estamos quebrados ou inteiros, se estamos ou não prontos para continuar... Ela não pergunta. Nem ao menos quer saber. Simplesmente segue... Sem aceitar pausas, sem se deixar interromper. Magnânima. Superior. Pisando firme. Passos duros. Cabeça erguida. Nem toma conhecimento de nós. Indiferente ela continua. Sempre continua. E nós seguimos. Somos empurrados, vamos aos trambolhos, aos trancos e barrancos, arrastados, rolando, de má vontade, sem forças, exaustos e quebrados. Mas seguimos. Não há outra escolha. A vida nos leva soberana em outras direções. Direções que nem sequer imaginamos... Que nem sequer sonhamos. Mas ela nos conduz... Sempre... Imperiosa, absoluta. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/822669066712172820-7891519716464539200?l=bruitdusilence.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruitdusilence.blogspot.com/feeds/7891519716464539200/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bruitdusilence.blogspot.com/2011/02/tudo-tende-ao-equilibrio-simples-assim.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/822669066712172820/posts/default/7891519716464539200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/822669066712172820/posts/default/7891519716464539200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruitdusilence.blogspot.com/2011/02/tudo-tende-ao-equilibrio-simples-assim.html' title='Simples assim...'/><author><name>NeoAphrodite</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Fdyob4AkCHw/SnDBRMn1B2I/AAAAAAAAAAM/xD6HiP0KsGg/S220/06-abr+-+P%C3%B4r-do-sol+(8).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-822669066712172820.post-7721779390024486035</id><published>2010-12-12T17:03:00.001-02:00</published><updated>2010-12-12T17:05:16.458-02:00</updated><title type='text'>O que escolho lembrar</title><content type='html'>Dizia uma antiga professora minha, na escola: "Na vida é preciso fazer escolhas. E o mais importante: é preciso saber fazê-las." Desde pequenos somos obrigados a seguir a vida fazendo escolhas que nos levam aos mais diversos caminhos e nos proporcionam diferentes experiências de vida. Mas independente de quais caminhos escolhemos e quais consequências foram geradas, o que nos sobra sempre são as lembranças. Acho que poderia dizer, inclusive, que só o que nos sobra são as lembranças daquilo que vivemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em minha vida, como não poderia deixar de ser, percorri muitos caminhos, e ocorreram episódios bons e ruins, alegres e tristes. Mas acho que os fatos em si tem muito menos importância que as lembranças que tenho deles. O modo como eu escolho ler esses episódios e armazená-los em minha memória é que ressignificam esses fatos, permitindo que eu aprenda e cresça em minha caminhada pessoal.&lt;br /&gt;Em junho de 2010, apaixonada e feliz, resolvi casar com meu namorado e ter um filho. Planejei tudo muito rapidamente (eu sempre sou muito rápida), e, após um lindo casamento no dia dos namorados, e uma lua-de-mel nos lençóis maranhenses, eu fiquei grávida. O sonho de ser mãe sempre me acompanhou e sentir um pequeno ser crescendo dentro de mim foi uma das experiências mais incríveis que já experimentei. Mas, infelizmente, na minha rapidez, eu não calculei as dificuldades de adaptação que um novo casamento traz, e após dois meses de muitos desentendimentos, predi meu bebê. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não preciso dizer que a dor de perder um filho é horrível, acho que isso todo mundo sabe, nem mesmo acho que é necessário detalhar toda a dificuldade de superar o luto e as crises de um casamento que acabara de começar e já passava por algo tão complexo. Enfim, após todos os processos de recuperação e acertos que ocorreram nos meses que se seguiram, fica comigo, o que escolho levar na minha lembrança, não é a dor, as lágrimas e a tristeza de todo o processo. Hoje, a minha leitura desses fatos é de que nem eu, nem meu marido estávamos prontos para viver aquilo naquele momento. E que não se deve pular/antecipar etapas na vida, pois tal escolha traz consequências difíceis de administrar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje vejo que esse fato foi importante porque me fez rever meu jeito impulsivo de ser, me fez crescer não só pessoalmente como também na minha relação, no meu casamento, pois tivemos de parar, olhar para tudo o que tínhamos destruído e começar uma reconstrução, aprendendo a se ouvir e a se apoiar. Não sei se eu soube fazer escolhas, como ensinava a minha professora. Talvez tenha errado na minha caminhada, e errado muito. Mas olhando para o que vivi, na minha memória, hoje, o que fica não são os erros, mas sim o aprendizado, e mais do que isso, a lembrança da maravilhosa sensação de carregar um ser pequenino dentro de mim, além da certeza de que quero, sim, ser mãe, e que vou ser, só que num momento adequado, mais para frente, sem mais antecipações.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/822669066712172820-7721779390024486035?l=bruitdusilence.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruitdusilence.blogspot.com/feeds/7721779390024486035/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bruitdusilence.blogspot.com/2010/12/o-que-escolho-lembrar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/822669066712172820/posts/default/7721779390024486035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/822669066712172820/posts/default/7721779390024486035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruitdusilence.blogspot.com/2010/12/o-que-escolho-lembrar.html' title='O que escolho lembrar'/><author><name>NeoAphrodite</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Fdyob4AkCHw/SnDBRMn1B2I/AAAAAAAAAAM/xD6HiP0KsGg/S220/06-abr+-+P%C3%B4r-do-sol+(8).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-822669066712172820.post-6063350131211147752</id><published>2010-08-24T19:40:00.006-03:00</published><updated>2010-08-24T20:23:05.471-03:00</updated><title type='text'>Depois que acaba</title><content type='html'>O sorriso, a desconfiança, aquele 'será... não será' interminável... A espera, o coração batendo mais forte, pensamentos voando e começam os sonhos... E depois da espera, que apesar de não ser tão longa, é normalmente angustiante... Aí vem a resposta: sim... é mais que sonho. É verdade. E naquele mesmo instante, a plenitude da felicidade. Sentir-se completa, plena de si, feliz. Simplesmente feliz. Não ser mais um. Ser dois. Ter uma vida que é fruto da tua a formar-se dentro de ti. É o êxtase puro.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas esse estado não dura muito. Logo vem aquele vermelho assustador que a faz perceber que algo está errado. Sim. E está. E aí começa uma corrida. Uma corrida para manter a salvo aquele pequeno ser que cresce independente dentro de ti. Independente e ao mesmo tempo tão dependente dos teus cuidados até mesmo para continuar a crescer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repouso, cuidados, medos. Mas ainda assim, sonhos... Cada vez mais... Cada vez maiores... Imaginar o rostinho dele em cada imagem de criança que tu vês... Sentir as primeiras náuses... Sensação ruim, mas ao mesmo tempo reconfortante... é bom sinal... Está tudo bem com ele... Mesmo assim redobram-se os cuidados... E passas assim dias e dias... Dentro de casa a conversar com ele... Partilhando sonhos e sorrisos... Sentindo o corpo mudar a cada momento... Tantas novas sensações... E ele lá.. A se desenvolver silenciosamente dentro de ti... Provocando as mais variadas sensações... Coisas que tu nunca imaginaste sentir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas de repente, um exame... E o susto volta... Ele ainda está em risco... 'Deveríamos ouvir o coração... É muito pequeno' dizem os médicos.. E o medo volta... 'Fica aí pequenino... Se segura... Eu vou ajudar você'... E mais e mais horas de conversa para acalmá-lo... para convencê-lo a ficar... &lt;br /&gt;Mas com o medo começam as brigas... As intermináveis discussões... 'Não era para você ouvir isso, pequeno... Me desculpa'... A angústia aumenta... Conflitos... Conflitos e mais conflitos... E ele é tão pequeno, tão frágil... Como protegê-lo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novos exames e volta um pouco da confiança... Estavam enganados... Agora dá para ouvir o coração dele bater dentro de ti... 'A sensação é de que pertenço a você para o resto da vida'... É tão sublime... 'É um pedacinho de gente... dentro de mim... e o coraçãozinho a bater, rápido, forte... oh bebê... você tem meu amor para sempre'... Inúmeras juras de amor são feitas... Você se sente tomada de uma emoção jamais sentida. Não é preciso mais nada para ser feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os conflitos não param. É impossível chegar a acordos... E o medo cresce cada vez mais... 'Como posso garantir um mundo calmo e tranqüilo a você, pequenino? Tento achar saídas... Quaisquer saídas... Preciso resolver todo e qualquer conflito... você precisa ter um bom ambiente, bebê... E vai ter...' Aí tu tentas... com todas as tuas forças... é preciso resolver tudo... é preciso garantir que tudo vá ficar bem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não adianta. Aí começam novas discussões. Não há mais diálogos. Quanto mais tu tentas, mais complicadas as coisas ficam. Aí vem a noite. A briga é tanta... As palavras tão cruéis... Tu choras desesperadamente sabendo que não tem solução... E ele ouve... E sente... E se agita dentro de ti. Tu sabes que é ele que está ali, mas tu não queres falar... Não quer ter de dizer a ele a verdade... O teu coração aperta... Ele está ali, agitado... a pedir explicações... Então tu falas... 'pequenino, meu amor, não é tão seguro assim aqui fora... não posso mais dizer que tudo vai dar certo... porque não vai... o mundo é muito complicado.. e por mais que eu queira, não posso mentir para ti... eu sei, eu sei... eu sei que sentes o meu sofrimento... e não dá para fazer nada... o mundo não é fácil, pequenino... longe disso... eu queria te prometer proteção eterna... te dar toda a segurança possível... mas não dá... o sofrimento é inevitável... o mundo não é tão bom assim... desculpa, meu amor... queria poder te dizer outras coisas... ah, pequenino, como eu queria te dizer que tudo vai ficar bem... mas não vai...'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso vem um silêncio. Um silêncio duro, mortal. E volta o medo dentro de ti. Tu não queres acreditar que seja isso, mas no fundo sabes... Ele tem o direito de não querer vir para o meio disso tudo... Tu sabes disso. Mas não queres acreditar. Tu o chamas... 'pequenino, meu amor... tá tão quietinho... fala comigo, vai? não fica em silêncio... gosto tanto da tua companhia... minha vida não é completa sem ti'... Mas nada. Silêncio profundo e aterrador. As náuseas também não vêm. E tu sabes que há algo errado. Dentro de ti, lá no fundo, tu sabes. &lt;br /&gt;Passam uns dias e vem novo exame. Tu te agarras a esperança de ouvir novamente aquele coraçãozinho a pulsar... Tu queres ouvir e te dizer... 'boba, ele só estava quietinho.. tu imaginas coisas demais'... Mas dentro de ti, tu sabes que a verdade é outra...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O exame começa... Tu vês ele ali, dentro de ti... Uma bolinha pequena e frágil... Bem pequena, mas que tu amas com todas as forças... Aí vem o momento do coraçãozinho... E tu esperas... ansiosa... mas não vem nada... Silêncio... Só o barulho do silêncio dentro de ti... E tu olhas desesperada para a médica. Não queres acreditar, não queres ouvir o inevitável... mAs tu ouves: 'não há mais batimentos. É o fim.' E tu olhas para ele naquele monitor... E não consegue acreditar no que ouves... Tu já sabias, mas ainda tinha esperanças... Ainda não tinha ouvido algo definitivo... A dor toma conta de ti... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma dor lascerante... Algo jamais sentido... Um vazio dentro de ti... Um silêncio de morte... Um silêncio que grita 'ele não quis fazer parte disso'... E tu tentas em vão falar com ele... Chamá-lo de volta à vida... 'não me abandones, pequenino... tu já és parte da minha vida'... Mas nada. Não há resposta. E não há como ter... Ele se foi... Era um mundo muito cruel para um pequeno anjinho... E ele teve medo de encarar tudo... Não ia conseguir... Tu sabes que não.. mas isso não diminui a dor... Foram tantos sonhos juntos... Foi toda uma vida planejada enquanto ele ainda crescia dentro de ti...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E de repente... ruínas... só o que sobram são ruínas... Ruínas que desabam em cima de ti... Aí vêm procedimentos... cirurgias... hospitais, clínicas de análise... toda uma série de procedimentos que tu fazes como se tivesse ligada a um botão automático... Ainda não consegues visualizar bem o que é a vida sem ele... Parece um sonho ruim apenas... Mas aí vem a dor... Uma outra dor... É a dor física que se junta a que tu sentes pela falta dele... E novamente o vermelho... um vermelho cruel... vermelho que toma conta de tudo... e que joga na tua cara... 'não tem mais volta'... E tu ficas ali.... implorando para que a dor passe... implorando para que o pesadelo acabe... e a mistura das duas dores parece te enlouquecer... E persistem assim... por uns dias mais... para acabar de vez com qualquer esperança... para reforçar a separação difícil que acontece dentro de ti... É o pior último adeus que tu já destes... 'pequenino, eu já te amava tanto... me perdoa por não ter podido oferecer a proteção e a segurança que tu precisavas... me perdoa por não poder te oferecer algo bom... mas eu te amei pequenino... com todas as minhas forças...' &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas só há o silêncio agora... Só o teu silêncio... Nem o dele há mais... Ele se foi... Não há mais nada lá... Só o teu vazio que ainda grita a dor da ausência dele.. E tu tens de continuar... Sozinha agora... Não é mais dois. Agora és só uma de novo... Ou menos ainda... talvez meia... porque ele levou muito de ti... O sonho simplesmente se desintegrou frente aos teus olhos... E o cruel é que não foi um sonho... Foi real... Tu tiveste ele vivo dentro de ti... Sim, tu viveste aquilo... Tu viveste aquele sonho de verdade... E depois de começar a vivê-lo, tu o perdeste... Acho que esse é o ponto mais difícil... Foi mais que um sonho... foi uma perda real... Por algum tempo tu foste dois. Foste mãe. E agora não mais. E o irônico é que agora, com isso, tu nunca foste... Como se nada tivesse acontecido nesses dois meses... mesmo tu sabendo que foram os dois meses de sentimentos mais fortes que tu tiveste... Mesmo tu sabendo que foram momentos divididos com um pequenino ser dentro de ti... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E às vezes, ainda tens a sensação de que nada aconteceu... que foi tudo um sonho mau e que ele ainda está la... é difícil superar a falta dele na tua vida... aí tu tocas na tua barriga e relembras que não... que ele realmente se foi... e tu ficas ainda a procurá-lo em todos os rostinhos de criança que vês na rua... Mas tem de tentar desfazer um a um os sonhos traçados... Tens que deixá-lo para trás... &lt;br /&gt;É cruel, mas acabou. E tu tens que seguir depois que algo acaba... Mas seguir para onde? Tu já tinhas, junto a ele, toda uma vida traçada.. e agora... não sobrou nem sombra de tudo aquilo... Só o que sobrou foram os conflitos não resolvidos e mais complicados ainda de se encarar... Só o que sobrou foram ruínas e vazios... Silêncios e dor... Ausências e abismos... E então? o que fazer depois que acaba?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/822669066712172820-6063350131211147752?l=bruitdusilence.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruitdusilence.blogspot.com/feeds/6063350131211147752/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bruitdusilence.blogspot.com/2010/08/depois-que-acaba.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/822669066712172820/posts/default/6063350131211147752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/822669066712172820/posts/default/6063350131211147752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruitdusilence.blogspot.com/2010/08/depois-que-acaba.html' title='Depois que acaba'/><author><name>NeoAphrodite</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Fdyob4AkCHw/SnDBRMn1B2I/AAAAAAAAAAM/xD6HiP0KsGg/S220/06-abr+-+P%C3%B4r-do-sol+(8).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-822669066712172820.post-3744431325372396373</id><published>2009-08-07T16:34:00.003-03:00</published><updated>2009-08-07T16:37:18.494-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estratégia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='objetivos'/><title type='text'>Uma borboleta voando pode mudar sua vida?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Estava viajando pela internet e encontrei esse texto... Como ele falou muito comigo, resolvi postá-lo no blog (claro que mantendo o nome do autor, afinal, não quero roubar idéias de ninguém).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma borboleta voando pode mudar sua vida?&lt;br /&gt;Texto de Raúl Candeloro (setembro de 2001)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os grandes matemáticos, usando a Teoria do Caos, dizem que uma borboleta batendo as asas do outro lado do mundo pode provocar um tufão na Indonésia. É que todas as coisas no universo estão de certa forma ligadas, e o bater de asas de uma borboleta pode provocar uma reação em cadeia que termina gerando um tufão. Se isso pode acontecer, então porque é que não pode fechar sua empresa? Ou mudar sua vida? Já parou para pensar nisso? São tantas variáveis acontecendo na vida que a maioria das pessoas simplesmente desiste de tentar escolher seu destino.Chuck Yeager foi o primeiro humano a quebrar a barreira do som, voando no seu Bell Aviation X-1. Na época muitas pessoas diziam que a ‘barreira’ era impenetrável, e que ele e seu avião desintegrariam assim que atingisse a velocidade Mach 1 (a velocidade do som). É claro que a barreira não era impenetrável coisa nenhuma. Era apenas um mito. Anos mais tarde, na sua biografia, Yeager escreveu que "a verdadeira barreira não estava no céu, mas na nossa cabeça – no conhecimento e experiência dos vôos supersônicos". Da mesma forma, vemos todos os dias pessoas voando baixo, vagarosamente, porque acham que existe alguma ‘barreira’ para uma performance melhor. Uma barreira que os impede de crescer. E geralmente colocam a culpa em fatores externos.Mas a sua vida não precisa ser assim. Você não precisa viver de susto em susto, de crise em crise, sempre apagando incêndios, sempre perguntado o que virá pela frente, sempre voando baixo. Como assumir o controle?Já faz algum tempo que sabemos que o futuro será diferente do passado. Mas insistimos em nos recusar a acreditar que nossa vida será diferente do que esperamos que ela seja. A maioria de nós ainda acredita que o futuro será uma continuação do presente, como uma estrada reta que se perde no horizonte. De acordo com Alvin Toffler, é uma percepção linear, previsível, de que A leva a B que leva a C. Só que a prática mostra que o futuro não é uma continuidade do presente, mas sim uma série de descontinuidades.E o pior é que nossa educação, ao invés de ajudar a quebrar essas ‘barreiras’, na verdade acaba reforçando-as. As escolas foram desenhadas com a certeza de que todos os problemas do mundo já foram resolvidos, e que o professor conhece todas as respostas. Então a função do professor passa a ser apresentar os problemas aos alunos, e depois as respostas. Nos ensinam as perguntas e as respostas, mas não a pensar. Por isso a dificuldade quando as perguntas mudam.Para agarrar o futuro você precisa largar o passado. A única forma de impedir que sua vida seja uma sucessão de descontinuidades é tendo uma estratégia de vida. Se não você é jogado de um lado para outro, de acordo com o vento ou a maré. Ou uma borboleta batendo as asas. E não consegue nunca ir de A para B ou C.Como diria Toffler, não precisamos que nos ensinem apenas como fazer alguma coisa, mas sim a imaginar o que é possível. É como quando o primeiro avião conseguiu voar. A partir desse momento, mudou completamente o contexto do desenvolvimento da aviação. Cada avião que caía provava aos cínicos, de forma evidente, que era impossível fazer um avião voar. Mas quando ele finalmente voou, tudo mudou. As mesmas informações começaram a ser interpretadas de um modo diferente. As quedas passaram a ser vistas como evidências dos erros, de como as coisas não deveriam ser feitas. As pessoas simplesmente começaram a pensar de forma diferente. A mesma coisa aconteceu com Chuck Yeager e a velocidade do som. As barreiras estavam apenas na cabeça – no conhecimento e na experiência. Bastou alguém dedicar-se a derrubar essas barreiras através de uma boa estratégia para provar que estavam erradas.Se você quer quebrar suas próprias barreiras e voar alto, precisa de uma estratégia. Estratégia de vida começa com uma proposição diferente de valor, de missão pessoal. É uma forma de definir um território onde você é de alguma forma único. Estratégia é fazer escolhas. Principalmente, escolher o que fazer diferente, e também o que não fazer. Por isso mesmo você é obrigado a escolher, já que não dá para ser ou fazer tudo.Esse é outro ponto que deve ficar muito claro: para ter uma boa estratégia você tem que aprender a dizer não. Todos os dias aparecem nas nossas vidas novas propostas de negócios, muitas altamente tentadoras. Uma pessoa sem estratégia vai acabar distraindo-se ao perseguir negócios que parecem lucrativos, mas que na verdade não tem nada a ver com a estratégia a longo prazo, nem com sua missão de vida. Acabam sugando recursos, tempo e energia, desviando-se da sua missão, confundindo ainda mais sua vida.As melhores estratégias sempre levam a um objetivo maior. Se não tiver um objetivo bem claro em mente, começará a tomar decisões que inevitavelmente diminuirão sua eficiência.A essência da estratégia é estabelecer limites. A pessoa sem estratégia está disposta a tentar qualquer coisa. Principalmente, copiar os outros. Você tem que fazer menos coisas, mas fazê-las muito melhor. Você tem que encontrar e desenvolver vantagens, e não apenas eliminar desvantagens. Criar diferenças, e não apenas copiar: esse é o segredo.Para terminar, a grande dúvida: vale a pena ter uma estratégia num mundo que muda constantemente? Ela não será uma camisa de força, uma corrente que produz rigidez e inflexibilidade? Algumas pessoas podem pensar: "As coisas estão mudando rapidamente, então preciso mudar rapidamente também. Logo não posso ter uma estratégia, porque ela me tornaria mais lento". Acontece que grandes conquistas só são alcançadas por pessoas com objetivos claros e estratégias definidas. Pessoas que não apenas imaginaram voar alto ou quebrar barreiras, mas também bolaram planos para chegar lá. Por isso Michael Porter defende justamente a idéia contrária: uma boa estratégia na verdade acelera o processo, porque permite que você tome decisões de acordo com seus objetivos. Peguemos um exemplo como a tecnologia: não adianta comprar todas as bugigangas e novidades tecnológicas que aparecem se isso não tem um objetivo muito claro. Você não vai aumentar sua produtividade simplesmente porque tem mais aparelhos disponíveis. Você tem que saber para onde quer ir e, com base nisso, tomar as decisões.Resumindo: ter uma estratégia é ser diferente. Você não é apenas mais uma pessoa – você está ali para trazer algo novo para o mundo, para mudar o mundo, para mudar para melhor a vida das outras pessoas. Uma vez que você tenha sua estratégia claramente definida, todas as perguntas serão fáceis de responder: ou ajudam você a alcançar seus objetivos, ou não. E finalmente você terá controle da sua vida.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/822669066712172820-3744431325372396373?l=bruitdusilence.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruitdusilence.blogspot.com/feeds/3744431325372396373/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bruitdusilence.blogspot.com/2009/08/uma-borboleta-voando-pode-mudar-sua.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/822669066712172820/posts/default/3744431325372396373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/822669066712172820/posts/default/3744431325372396373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruitdusilence.blogspot.com/2009/08/uma-borboleta-voando-pode-mudar-sua.html' title='Uma borboleta voando pode mudar sua vida?'/><author><name>NeoAphrodite</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Fdyob4AkCHw/SnDBRMn1B2I/AAAAAAAAAAM/xD6HiP0KsGg/S220/06-abr+-+P%C3%B4r-do-sol+(8).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-822669066712172820.post-7872516737006723612</id><published>2009-08-03T23:33:00.000-03:00</published><updated>2009-08-04T00:11:36.588-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='palavras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='atos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='silêncio'/><title type='text'>Palavras e silêncios...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Dizia minha mãe, quando eu era pequena, "teus atos falam tão alto que não consigo ouvir o que tu dizes". Era comum ouvir isso toda vez que a gente aprontava alguma coisa e vinha com aquela cara safada dizendo que a amava. Isso fez com que eu crescesse sempre prestando atenção nas ações das pessoas. Não que eu não preste atenção nas palavras. Bem ao contrário, sou apaixonada por palavras. Mas o ponto-chave é justamente contrapor as palavras aos atos. Isso normalmente evidencia tantas contradições que costumam passar desapercebidas quando nos relacionamos. Não vemos o que está na nossa frente, porque só ouvimos as palavras. E pior, às vezes, ainda temos ouvidos seletivos, só ouvimos o que queremos ouvir. E não que isso seja proposital ou maldoso, mas acho que estamos tão centrados em nós mesmos, nos nossos anseios, sonhos e preocupações, que só coisas que vem ao encontro do que esperamos é que nos fazem sair dos nossos pensamentos e ouvir o outro. Aí juntamos essa informação às nossas e seguimos. Simples assim. E fechamos os olhos para todos os atos que nos indicam que nada é do jeito que interpretamos. Nada é da maneira como foi ouvido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não sei porque hoje essa frase da minha mãe me veio à mente... Aí fiquei pensando, divagando sobre isso... E cheguei num outro extremo: E quando não há atos? E quando resta só o silêncio? o nada? Bom, acho que o silêncio por si só também fala. E fala muito alto. Só que o barulho do silêncio é muito mais difícil de ser interpretado, entendido...E isso faz com que a maioria das pessoas ignore sua existência ou diga que não significa nada. Mas significa! E muito! O silêncio tem inúmeras formas de ser, de existir. Mas fico pensando de novo, na questão da relação das palavras com os atos, ou das não-palavras - no caso, o silêncio - com os atos e aí percebo que o silêncio está ligado ao não-ato, a indiferença, a completa e absoluta indiferença ao outro. O não-ato, por si só, já é um ato. E o barulho imenso dessa indiferença se expressa pelo silêncio. Só que, quando isso nos acontece, insistimos em ignorar, em encontrar desculpas, em arranjar justificativas mil para esse silêncio. Em nenhum momento sequer conseguimos ver o que está na nossa frente. E novamente digo que não é de propósito ou por maldade, mas é talvez por estarmos acostumados a viver num mundo onde se finge tudo e temos um medo gigante de ouvir a sinceridade. A sinceridade que insiste em gritar nesse silêncio, dizendo com todas as forças: "o outro é indiferente a você!" &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E aí seguimos com essa mentira. Ou posso dizer que nos protegemos com essa mentira. Essa mentira inconsciente que no final das contas não protege coisa alguma, ao contrário, cria novos silêncios mais fortes ainda dentro da gente. Cria um silêncio de falsidade com a gente mesmo, um lugar onde não olhamos dentro de nós mesmos, que evitamos chegar perto, mas ele está lá. E, a cada dia que passa, ele faz mais barulho. E vai minando a gente por dentro. Até o ponto de estarmos nos sentindo com se fôssemos enlouquecer, a ponto de precisar correr sem parar, como se a cabeça fosse explodir a qualquer instante. E corremos, corremos. Castigamos o nosso corpo ao máximo para conseguirmos dormir, e calar um pouco, com o cansaço, aquele silêncio dentro da gente. Mas isso não resolve. É apenas um paleativo. O silêncio permanece lá. E aos poucos ele volta a gritar, gritar e gritar dentro de nós.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aí minha pergunta é: se somos seres tão racionais, por que não paramos e encaramos esse silêncio? Por que não conversamos com ele e resolvemos isso? Por que não conseguimos ouví-lo e encará-lo, parar para escutar o que ele tem a dizer? Por que temos tanto medo da sinceridade assim? Talvez seja por uma proteção inconsciente, porque não queremos sofrer. E temos medo que a verdade nos faça sofrer. Mas a questão é, se lídassemos sempre com a verdade não teríamos falsas ilusões, não veríamos coisas onde não existe nada, conseguiríamos juntar palavras e atos, silêncio e não-atos, e isso seria tão claro que não teria porque doer. Então também não teria porque criar silêncios internos barulhentos e pertubadores... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas isso é pedir demais aos seres humanos. Preferimos seguir no mundo das palavras soltas e sem sentido, distantes e contrárias aos atos. Preferimos nos enganar a simplesmente entender, olhar e aprender sobre o barulho do silêncio... do nosso silêncio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/822669066712172820-7872516737006723612?l=bruitdusilence.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruitdusilence.blogspot.com/feeds/7872516737006723612/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bruitdusilence.blogspot.com/2009/08/palavras-e-silencios.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/822669066712172820/posts/default/7872516737006723612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/822669066712172820/posts/default/7872516737006723612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruitdusilence.blogspot.com/2009/08/palavras-e-silencios.html' title='Palavras e silêncios...'/><author><name>NeoAphrodite</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Fdyob4AkCHw/SnDBRMn1B2I/AAAAAAAAAAM/xD6HiP0KsGg/S220/06-abr+-+P%C3%B4r-do-sol+(8).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-822669066712172820.post-4442752429293004512</id><published>2009-07-29T18:43:00.000-03:00</published><updated>2009-07-29T19:06:35.387-03:00</updated><title type='text'>Sans dire un mot</title><content type='html'>Je ne sais pas où aller&lt;br /&gt;Pour tomber sur tes pas&lt;br /&gt;Si c'est dans la ville où je suis né&lt;br /&gt;Ou tout près de chez moi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Je ne sais pas deviner&lt;br /&gt;À quoi ressemble ta voix&lt;br /&gt;Et j'ai voulu l'écouter&lt;br /&gt;Plus d'une fois&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais quand on se verra&lt;br /&gt;Un jour où l'autre&lt;br /&gt;Mais quand tu seras là&lt;br /&gt;Ce jour où l'autre&lt;br /&gt;Je saurais que c'est toi&lt;br /&gt;Parmis tant d'autres&lt;br /&gt;Même sans dire un mot&lt;br /&gt;Sans dire un mot&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Je ne sais pas quoi toucher&lt;br /&gt;Pour tomber sur tes doigts&lt;br /&gt;Au mieux il nous arrive de poser&lt;br /&gt;Nos mains au même endroits&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Je ne sais pas où chercher&lt;br /&gt;Mais j'ai compris, parfois&lt;br /&gt;Que j'aurais du regarder devant moi&lt;br /&gt;Mais quand on se verra&lt;br /&gt;Un jour où l'autre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais quand tu seras là&lt;br /&gt;Ce jour où l'autre&lt;br /&gt;Je saurais que c'est toi&lt;br /&gt;Parmis tant d'autres&lt;br /&gt;Même sans dire un mot&lt;br /&gt;Sans dire un mot&lt;br /&gt;Sans dire un mot&lt;br /&gt;Sans dire un mot&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais quand on se verra&lt;br /&gt;Un jour où l'autre&lt;br /&gt;Mais quand tu seras là&lt;br /&gt;Ce jour où l'autre&lt;br /&gt;Je saurais que c'est toi&lt;br /&gt;Parmis tant d'autres&lt;br /&gt;Même sans dire un mot&lt;br /&gt;Sans te dire un mot&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Je saurais que c'est toi&lt;br /&gt;Parmis tant d'autres&lt;br /&gt;Même sans dire un mot&lt;br /&gt;Sans te dire un mot&lt;br /&gt;(Emmanuel Moire )&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/822669066712172820-4442752429293004512?l=bruitdusilence.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruitdusilence.blogspot.com/feeds/4442752429293004512/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bruitdusilence.blogspot.com/2009/07/sou-fera-ferida.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/822669066712172820/posts/default/4442752429293004512'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/822669066712172820/posts/default/4442752429293004512'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruitdusilence.blogspot.com/2009/07/sou-fera-ferida.html' title='Sans dire un mot'/><author><name>NeoAphrodite</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Fdyob4AkCHw/SnDBRMn1B2I/AAAAAAAAAAM/xD6HiP0KsGg/S220/06-abr+-+P%C3%B4r-do-sol+(8).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
